O passageiro fedorento



O passageiro fedorento

Sexta-feira, 21 horas, recebi uma chamada para buscar um cliente em um dos condomínios do Jardim Botânico. Embarcaram dois homens. Ambos aparentavam idade média de 40 anos.Sentaram no banco traseiro do carro. Um deles, fixou assento exatamente atrás do motorista. Tão logo começou a corrida os dois  senhores começaram a manter um diálogo, entre eles, na língua francesa. O motorista começou a sentir um cheiro estranho dentro do carro. Neste caso, não era nenhum torpedo. O mau cheiro tinha origem no próprio corpo ou vestimentas do passageiro que sentara atrás do motorista. Era um mau cheiro insuportável que o motorista teve que sentir enquanto dirigia, durante o trajeto, próximo a dez quilômetros. Uma das mãos, sempre era levada ao nariz para proteção do mau cheiro. O mau cheiro era semelhante a enxofre. Sendo franceses, neste dia não tinham usado nem perfume brasileiro. Considerando a gravidade do fato,  o motorista, a partir deste dia, comprou máscaras simples contra gases, para eventuais iguais situações. Assim, quando sentir qualquer anormalidade no ar, dentro do carro, de imediato, usará máscaras protetivas.
Tudo pelo passageiro.

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