Bêbadas no Uber
Tocou o celular do motorista. Periferia no Distrito Federal. Era uma chamada com parada. Entraram quatro duas jovens mulheres e dois rapazes no carro e começaram a conversar entre si. A moça de nome Marli perguntou para o passageiro: Marcelo quanto “qui” tu tem no bolso em dinheiro? O rapaz respondeu: sete “real”. A moça perguntou ao segundo passageiro: e tu Marlon tem quanto no bolso? Marlon respondeu: oito “real”. Marli perguntou? E tu Mariana? Quanto tu tem em dinheiro.
Mariana disse: treze “real” e trinta “centavo”. Marli pegou o celular, abriu a calculadora e somou tudo. Então falou: “oceis” têm dezoito “real” e trinta “centavo”. O uber eu já paguei com o cartão até ao local onde está o bloco de carnaval do qual “nois vai”participar. Agora “nois vai comprar umas “bebida” com “alco”. “Nois” vai num mercadão “pruquê” é mais barato. Oia, hoje eu “foi” fazer uma faxina na casa de uma “madama”. Eu cobrei cento e cinquenta “real”. “Cuma” eu saí mais cedo para “nois” ir pro carnaval, eu “num” terminei a faxina. A “madama”me pagou a metade: setenta e cinco “real”. Eu paguei vinte “real” no leite para minha “fia” de dois anos. Paguei quinze “real” pra uma amiga ficar com ela enquanto vou ao carnaval. Dos setenta e cinco real que recebi, “ sobrô” pra mim quarenta “real”. Somando tudo, o meu cum os doceis, “nois” têm ao todo cinquenta e oito “real” e trinta “centavo”. “Nois” vai comprar quatro “garrafa” de cortezano a dez real cada uma (quarenta “real”), duas “garrafa” de cachaça de cinco conto cada uma (dez “real”) e um envelope de Qsuco de maracujá
( dois “real”). Ao todo “nois” gasta cinquenta e dois “real”. Mariana, gritou ela. Tu “ trôxe” a “vazia” de cinco “litro” vazia? “Craro”. Respondeu Mariana. “Belez” disse Marli. Aí “nois” mistura os “litro”de cortezano com as duas garrafas de cachaça e o pó do Qsuco de maracujá. “Nois” tem que fazer cinco “litro” desta bomba. Nos chegamos no mercadão. Tu "ispera nois aí.Nois vorta logo. Falou Marli para mim. O motorista esperou. Rapidamente todos voltaram do mercadão com as compras. Ali mesmo, no estacionamento, fora do carro, no chão, Marli pegou o garrafão para cinco litros. Despejou os tres litros de cortezano, e as duas garrafas de pinga. Saculejaram. Colocaram o pó do Qsuco dentro do vasilhame de cinco litros. Fizeram a mistura. Misturaram bem aquela bomba dentro do vasilhame de cinco litro. Marli pegou quatro copos descartáveis. Encheu cada um deles com aquele líquido bombástico e entregou um copo para cada passageiro. Antes de entrarem no carro, cada um tomou, em dois goles todo o conteúdo do copo. Pediram para colocar o vasilhame com cinco litros no porta malas. Colocaram o garrafão devidamente em pé pois a tampa não estava vedando tanto. Entraram no carro felizes da vida. Agora o destino era o Setor Bancário Norte em Brasília onde todos os anos se concentram blocos de carnaval. Chegamos no local de destino Finalizei a corrida. Abri o porta malas para retirar o garrafão com a manguaça. Marli gritou: Marlon pega o garrafão de dentro do porta malas cara. Marlon acessou o porta malas já aberto. Tomou o garrafão nas mãos. Colocou o garrafão com todo o cuidado na calçada. De repente um folião que vinha andando de costas, distraído, tropeçou no garrafão. O garrafão virou e desceu da calçada pelo meio fio para o asfalto. Na pancada, a tampa do garrafão voou longe e boa parte do precioso líquido derramou. Antes de entrar no carro ainda ouvi Marli gritar com Marlon e com o folião: seu filhos.... olhem a..... que vocês fizeram. Acelerei e fui embora. Deu, graças a Deus, por ter terminado de ouvir aqueles diálogos em português tão "culto."
( dois “real”). Ao todo “nois” gasta cinquenta e dois “real”. Mariana, gritou ela. Tu “ trôxe” a “vazia” de cinco “litro” vazia? “Craro”. Respondeu Mariana. “Belez” disse Marli. Aí “nois” mistura os “litro”de cortezano com as duas garrafas de cachaça e o pó do Qsuco de maracujá. “Nois” tem que fazer cinco “litro” desta bomba. Nos chegamos no mercadão. Tu "ispera nois aí.Nois vorta logo. Falou Marli para mim. O motorista esperou. Rapidamente todos voltaram do mercadão com as compras. Ali mesmo, no estacionamento, fora do carro, no chão, Marli pegou o garrafão para cinco litros. Despejou os tres litros de cortezano, e as duas garrafas de pinga. Saculejaram. Colocaram o pó do Qsuco dentro do vasilhame de cinco litros. Fizeram a mistura. Misturaram bem aquela bomba dentro do vasilhame de cinco litro. Marli pegou quatro copos descartáveis. Encheu cada um deles com aquele líquido bombástico e entregou um copo para cada passageiro. Antes de entrarem no carro, cada um tomou, em dois goles todo o conteúdo do copo. Pediram para colocar o vasilhame com cinco litros no porta malas. Colocaram o garrafão devidamente em pé pois a tampa não estava vedando tanto. Entraram no carro felizes da vida. Agora o destino era o Setor Bancário Norte em Brasília onde todos os anos se concentram blocos de carnaval. Chegamos no local de destino Finalizei a corrida. Abri o porta malas para retirar o garrafão com a manguaça. Marli gritou: Marlon pega o garrafão de dentro do porta malas cara. Marlon acessou o porta malas já aberto. Tomou o garrafão nas mãos. Colocou o garrafão com todo o cuidado na calçada. De repente um folião que vinha andando de costas, distraído, tropeçou no garrafão. O garrafão virou e desceu da calçada pelo meio fio para o asfalto. Na pancada, a tampa do garrafão voou longe e boa parte do precioso líquido derramou. Antes de entrar no carro ainda ouvi Marli gritar com Marlon e com o folião: seu filhos.... olhem a..... que vocês fizeram. Acelerei e fui embora. Deu, graças a Deus, por ter terminado de ouvir aqueles diálogos em português tão "culto."
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