A mulher conversadeira e sua filha.


A policial militar conversadeira

Eu estava na SQS 312 Sul. Era noite. Por

Volta das 21 horas meu celular  registrou uma chamada. Mais uma chamada na noite de Brasília. Fui ao local. Quando cheguei vi uma senhora, uma jovem e um carrinho desmontável para bebê. Parei o carro. Descí do  carro. Dei boa noite. Perguntei o nome da passageira. Confirmei o nome dela no aplicativo. Raquel, era o seu nome. Desci do carro. Abri o porta malas do carro. Coloquei o carrinho dobrado dentro do porta malas. Na viagem iriam apenas a jovem e a criança de aproximadamente 4 anos de idade.  Quando coloquei o carrinho no porta malas, olhei para a jovem Raquel. A jovem aparentava ter uns 25 anos. De soslaio e rapidamente, Vi que era uma mulher alta e de compleição física muscular avantajada. Era esguia. Usava um vestido colado ao corpo, insinuando toda a sua juventude. Seus cabelos eram negros e curtos. Os cabelos do lado direito caiam até ao limite dos seus ombros, enquanto os do lado esquerdo eram curtos encobrindo apenas a orelha esquerda. Era um charme que a deixava ainda mais bela.  Depois de observá-la, de soslaio, abri a porta traseira do passageiro. Peguei e instalei o assento próprio para a criança. Ela acomodou a filha no assento próprio e entrou no carro.  Perguntei novamente o seu nome e para onde ela queria ir, para cumprir o meu protocolo. Bar Fausto e Manoel no Sudoeste, disse ela. Destino confirmado, iniciamos a corrida. Iniciamos  a nossa conversa. Perguntei sobre a filha e ela me disse que para, a maioria dos lugares para onde vai ela leva a filha pois não gosta de dar trabalho para a mãe. A filha é minha sou eu quem deve cuidar. Disse ela(se todas as jovens mães de hoje fossem assim, os avós, tias agradeciam).  Ela me falou que estava indo para o bar se encontrar com os amigos em uma reunião de confraternização e que  filha iria com ela. Perguntei se ela conhecia algum país além do Brasil. Ela me disse que conhecia a cidade de Miami nos Estados Unidos da América. Como eu passei 10 dias e Miami, conversamos longamente sobre os pontos mais conhecidos de Mimi como South Beach (Praia mais famosa de Miami); aquele bairro em Miami, onde os muros são pintados com arte de grafite. Falamos sobre o bairro onde moram o cubanos que migraram para os EUA conhecido como Little Havana. Conversamos, conversamos tanto sobre Miami que perdemos a noção da nossa viagem. Quando nos demos conta tínhamos passado quatro quilômetros da entrada para o Sudoeste. Foi quando a jovem falou: Meus Deus, seu José!!!!!. Para onde o Senhor está me levando? Nós passamos da entrada do Sudoeste. Já estamos na entrada para o Guará. Foi quando eu olhei para o celular e, realmente, estávamos bem longe da entrada para o destino. Desculpe, desculpe foi o que eu pude falar. Ela passou a dar gargalhadas e mais gargalhadas e repetiu: para onde o Senhor está me levando seu José. Continuou gargalhando,  achando hilário o nosso comportamento dentro do carro e disse: conversamos tanto que esquecemos a entrada do Sudoeste. Não tem problema não. O papo está tão bom que não se preocupe com a corrida. Eu pago tudo. Tomei o primeiro retorno e voltei. Na volta, lhe falei sobre o meu blog denominado www.conhecerparaviajar.blogspot.com onde publico roteiros de viagem para lugares no mundo por onde eu já passei. E fomos conversando e sorrindo muito. Não vai esquecer de entrar no Sudoeste seu José. Vou não disse eu. Entramos o Sudoeste. Em frente ao bar, estacionei o carro. Desci. O bar estava lotado de gente. Abri o porta malas e peguei o carrinho para transporte de crianças. Enquanto eu pegava o carrinho, a jovem saira do carro, destravava e pegava a cadeirinha da criança. Encaixamos a cadeirinha na criança no carrinho. Eu vou levar o carrinho para você. Faço questão, disse eu. Não Sr. José, não precisa. Eu vou levar o carrinho, basta o que já fiz em esquecer a entrada do Sudoeste. Ela gargalho e disse: mas o papo estava muito bom. Peguei o carrinho e comecei a empurrar. A jovem ia na frente de mãos dadas com filha. Quando ela entrou no bar, parece que todos os presente viram ao mesmo tempo aquela  linda mulher adentrar ao recinto. Um silêncio se fez. Dava para ver todas as cabeças de homens, mulheres crianças se voltando para um único alvo. A linda jovem. Ela, normalmente, atravessou todos o bar, e eu atrás empurrando o carrinho. Quando chegamos à mesa, todas as doze pessoas sentadas à mesa ficaram sem ação com a beleza daquela mulher. Estacionei o carrinho e ela veio ao meu encontro. Ela me abraçou longamente e agradeceu pela conversa da noite. Muito obrigado seu José, pela viagem e pelo bom papo de hoje. Puxou um cartão de visita e me entregou. O que o Senhor precisar, por favor me telefone. Eu fui embora. Entrei no carro. Acendi a luz interna. Peguei o cartão de visitas e li o que estava escrito o nome da mulher: Raquel....... Chefe de Gabinete do Comando Geral......Guardei o cartão, como tantos outros que tenho. Quem sabe eu posso precisar.... um dia....


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